ECONOMIA DO CUIDADO

Entramos na era da economia do cuidado e mais do que nunca as pequenas gentilezas são como um sopro de ar fresco para os nossos corpos e mentes.
Percorrer o caminho da escassez para a abundância é uma decisão diária.
Mesmo que não tenhamos o controle da situação, humildade é a atitude para todos os tempos.
Em nosso pequeno e particular universo, podemos tomar a decisão de aliviar uma dor, escutar quem precisa ser ouvido, ter um detalhe delicado com quem partilha conosco a existência.

Mais do que nunca é nos exigido um handmade que não sai de moda e que não cai na mesmice: relacionamentos feitos à mão. Ainda que não possamos nos tocar, tocamos o outro de outras formas que vem de dentro para fora, de tela a tela, da voz a voz, do olhar ao olhar.

No dia do trabalho, após 40 dias, sai pela primeira vez de casa e a máscara foi comigo.
Fui a um atendimento médico e busquei materiais lá na sala para continuar os atendimentos on-line [ deu pra matar um pouquinho da saudade que eu estava do meu espaço ]. .

O interessante foi a emoção que senti ao andar pelas ruas vazias da cidade. Quando passamos por alguma abstinência o nosso olhar se modifica. Já perceberam isso? Ficamos mais atentos aos detalhes e valorizamos cada segundo.
A abstinência do ocupar espaços tornou cada passo mais valioso, cada árvore contemplada mais verde, cada rua percorrida mais bela e o céu mais azul. Uma sensação de gratidão invadiu minha cabeça e o meu corpo. Grata por estar viva! Um dia do trabalho para ficar na memória.

Continuem se cuidando, pessoal.

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